terça-feira, 14 de julho de 2009

"Flâneur, a prostituta, o jogador, o colecionador"





'Passagens' (1927-1940), de Walter Benjamin, é uma das obras historiográficas mais significativas. A partir de Paris, a 'capital do século XIX', especialmente suas galerias comerciais enquanto 'arquipaisagem do consumo', é apresentada a história cotidiana da modernidade - com figuras como o flâneur, a prostituta, o jogador, o colecionador, e os meios de uma escrita polifônica que vai desde a luta de classes até os fenômenos da moda, da técnica e da mídia. Este texto com mais de 4.500 'passagens' constitui um dispositivo sem igual para se estudar a metrópole moderna, e por extensão, as megacidades do mundo atual.


Autor: BENJAMIN, WALTER
Tradutor: ARON, IRENE
Tradutor: MOURAO, CLEONICE PAES BARRETO
Organizador: BOLLE, WILLI
Editora: UFMG
Assunto: FILOSOFIA


SNH2009 - XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA



Sobre Fortaleza



"Na cidade "queimada de sol" o povo é alegre e jocoso, colorido no habitar e no vestir, inventivo na fala e no gesto, celebrativo, amoroso, fraterno, solidário e amante da cidade. E a Cidade é atrevida"





"As Etapas da Recepção do Pensamento de Walter Benjamin no Brasil"
Coordenadores: MICHEL ZAIDAN FILHO


Descrição:
Este Mini Curso pretende traçar uma periodização da recepção do pensamento de Walter Benjamin no Basil e no nordeste brasileiro entre 1960 e 2000, caracterizando suas distintas fases , apresentando obras representativas de cada fase pioneiramente. Será apresentado um balanço de teses , dissertações e livros produzidos no interior das Universidades sobre o Autor.
Programa: PRIMEIRA FASE; ANOS 60- AS TRADUÇÕES E ESTUDOS DE CRÍTICA LITERÁRIA E COMUNICAÇÃO SOCIAL
SEGUNDA FASE: ANOS 80: O ENSAISMO BRASILEIRO SOBRE W. BENJAMIN E A TRADUÇÃO DAS OBRAS ESCOLHIDAS 9BENJAMIN - O CRITICO DA MODERNIDADE.
TERCEIRA FASE: RECEPÇÃO E CRIATIVIDADE - A APLICAÇÃO DE W. BENJAMIN Á HISTÓRIA, A FILOSOFIA, A LITERATURA, A COMUNICAÇÃO E AO TEATRO
QUARTA FASE: HERMENEUTICA E CRITICA FILOLOGICA - A TRADUÇÃO DO TRABALHO DAS PASSAGEM


Bibliografia:
JOSÉ GUILHERME MERQUIOR- ARTE E SOCIEDADE EM ADORNO, BENJAMIN E MARCUSE
SERGIO PAULO ROUANET. O EDIPO E O ANJO
JEANNE-MARIE GAGNEBIN. OS CACOS DA HISTÓRIA
FLÁVIO KOTHE. BENJAMIN E ADORNO: CONFRONTOS
MICHALE LOWY. ALARME DE INCENDIO
MICHEL ZAIDAN FILHO. A CRISE DA RAZÃO HISTÓRICA
WILLIE BOLLE. A FISIOGNOMIA DA METROPOLE MODERNA
OLGARIA MATTOS. OS ARCANOS DO INTEIRAMENTE OUTRO
GUNHTER KARL PRESLEY. BENJAMIN: BRASIL


Benjamin

"Como se sabe, deve ter havido um autômato, construído de tal maneira que ele, a cada jogada de um enxadrista, respondia com uma contrajogada que lhe assegurava a vitória da partida. Diante do tabuleiro, que repousava sobre uma ampla mesa, sentava-se um boneco em trajes turcos, com um narguilé na boca. Um sistema de espelhos despertava a ilusão de que essa mesa era transparente de todos os lados. Na verdade, um anão corcunda, mestre no jogo de xadrez, estava sentado dentro dela e conduzia por fios a mão do boneco. Pode-se imaginar na filosofia uma contrapartida dessa aparelhagem. O boneco chamado 'materialismo histórico' deve ganhar sempre. Ele pode medir-se, sem mais, com qualquer adversário, desde que tome a seu serviço a teologia, que, hoje, sabidamente, é pequena e feia e que, de toda maneira, não deve deixar-se ver" (G.S. I-2,p.693) Tradução (manuscrito)de J.M. Gagnebin M.Lutz Müller.

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